Joaquim Parente Júnior é investigado por participação em fraudes no programa Projovem. Ele também foi denunciado por outros crimes supostamente ocorridos durante o governo Sandoval Cardoso.
| Ex-secretário da Juventude foi preso pela Polícia Federal — Foto: Reprodução/Instagram |
Segundo a PF, o esquema gerou um prejuízo de aproximadamente R$ 200 mil. Uma empresa teria sido contratada irregularmente e recebido por serviços não realizados durante o projeto. O obetivo do programa era reinserir jovens que tiveram que abandonar os estudos no sistema educacional.
A Justiça Federal decidiu manter a prisão provisória de Joaquim Parente Júnior na audiência de custódia, durante a tarde desta segunda. Uma das acusações é de que o ex-secretário tentou coagir testemunhas durante a investigação.
Esta é a segunda vez que Parente é alvo da PF. Durante a Operação Ápia ele foi denunciado por não repassar dinheiro cobrado dos servidores públicos para o pagamento de consignados aos bancos. Este caso foi durante a gestão dele na Secretaria da Fazenda, no governo de Sandoval Cardoso.
O G1 tentou contato com a defesa do ex-secretário, mas as ligações não foram atendidas. Ao Jornal do Tocantins, o advogado de defesa de Joaquim Parente Júnior disse que não iria se manifestar.
Em nota, a Secretaria da Educação, Juventude e Esportes (Seduc) disse que a investigação é sobre um programa desenvolvido no Tocantins em gestões anteriores. "Ainda assim, a Seduc se coloca à disposição da Justiça no sentido do colaborar para que os fatos sejam elucidados", disse a assessoria da pasta.
A operação recebeu o nome de Krank e se refere ao personagem principal do filme “Ladrão de Sonhos”. Também foram realizadas buscas em um endereço em Paraíso do Tocantins.
Por G1 Tocantins
