Coordenador do Nuamac Araguaína, Pablo Chaer, esteve em reunião nesta sexta-feira, 12, com a superintendente em substituição do Incra
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| ©Cinthia Abreu |
Na tarde desta sexta-feira, 12, o defensor público Pablo Mendonça Chaer, coordenador do Núcleo Aplicado de Defesa das Minorias e Ações Coletivas de Araguaína (Nuamac Araguaína), da Defensoria Pública do Estado do Tocantins (DPE-TO), esteve na sede do Incra, em Palmas, com o objetivo de tentar solucionar conflitos que versam sobre a propriedade e posse de áreas que estão ocupadas a muito tempo, e que não tiveram atuação efetiva do Incra, que é o órgão responsável pela legalização dos assentamentos.
Na ocasião, o coordenador do Nuamac Araguaína cobrou um possível prazo para a reestruturação e informações sobre os processos paralisados de comunidades como a Gleba Tauá, Taboka, Comunidade Vitória, Gabriel Filho Barra do Jardim e Primavera Vera Cruz, dentre outras. Ele foi atendido pela superintendente em substituição do Instituto, Eleuza Maria Gutemberg, que apontou que ainda não há definições de prazos para a reestruturação e que os processos seguem paralisados, contudo, as demandas judicializadas ou mais urgentes são encaminhadas para o núcleo do Incra em Brasília (DF).
Segundo o órgão, os processos paralisados estão "em fase administrativa”, cuja conclusão depende de comprovação de cumprimento da função social, viabilidade do assentamento de famílias, disponibilidade orçamentária, ajuizamento de ação judicial e decisão judicial.
Para o defensor público, a reestruturação agrária é fundamental para o desenvolvimento rural em todo o País e a demora ou ineficiência agrava cada vez mais os conflitos nas áreas rurais. “Enquanto há a paralisação nos processos para a comunidade do campo, não param as ordens de despejo, reintegrações de posse, os conflitos agrários e, principalmente, a violência no campo”, declarou o defensor público. Ele ressaltou que, no Tocantins, questões envolvendo agronegócio, terra, posse e direito de propriedade levam, comumente, a denúncias de violação de direitos e conflitos agrários, principalmente com ameaças, agressões, torturas e até mortes.
Entenda o Caso
Por medida provisória e decreto assinados pelo presidente Jair Bolsonaro, o Incra saiu da Casa Civil da Presidência, onde estava desde 2016, para o Ministério da Agricultura. A pasta é comandada pela ex-líder da bancada ruralista no Congresso Tereza Cristina e abriga a Secretaria de Política Agrária, chefiada pelo pecuarista Nabhan Garcia. Enquanto isso, o Incra – que já teve orçamento de mais de R$ 300 milhões anuais – conta apenas com R$ 7 milhões para o ano de 2019 e R$ 1 milhão para benfeitorias de 30 superintendências.
Por: Cinthia Abreu/ Ascom DPE-TO

